"SOU PEDRA BRUTA A SER LAPIDADA!"

Uma pessoa engraçada, sonhadora, divertida. Porém não se confunda, atrás de seu sorriso constante, há uma força de determinação incrível!

Em uma entrevista descontraída e animada, descobrimos um pouco mais dessa mulher-menina: Ivete
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Quem é a Ivete?

Ivete. Falar quem é a Ivete é complicado hein... A Ivete é um sonho de DEUS que ela tenta realizar! Engraçada (risos), forte, perseverante, decidida e  ao mesmo tempo muito sensível. Sou do tipo mãe: cuido de todo mundo. Sou chata, exigente, muito amorosa e se preciso for dou minha vida por meus filhos. Uma frase que pode me resumir é: "sou pedra bruta a ser lapidada"! É na medida de deixar ser lapidada, que me torno um diamante e realizo o sonho de DEUS em mim. Vamos parar por aqui senão vai virar uma biografia (risos)

 

Onde participa?

Ivete. Sou do  Ministério de Artes Totus Tuus nossa casa hoje é a Paróquia São Francisco Xavier (Vila Missionária), onde temos um Pai Maravilhoso nosso Padre Natale que nos dá apoio e orientação sempre. No Ministério participo nas atividades em geral.

Quando o teatro entrou em sua vida?

Ivete. De uma maneira pra variar engraçada, descobri que gostava de teatro na escola, na 5 a série uma professora de português uma matéria que adoro, não entendo nada mais adoro, (risos!) pediu um trabalho e o nosso grupo fez uma peça de teatro. Deste dia em diante eu quis fazer mais, até eu perceber que não foi o teatro que entrou na minha vida, mas a minha vida tinha entrado no teatro de maneira muito intensa, mesmo trabalhando e vivendo outras coisas, nunca deixei o teatro.

 

 

Como conheceu o Cristoarte ?

Ivete. Agora senta que lá vem história... (risos!) Sinceramente, essa pergunta é a mais difícil de responder. O Cristoarte foi uma providência de DEUS em minha vida! O Rodrigo (Coordenador do Cristoarte) vai querer me matar, acho que nunca contei isso para ele... (risos!)

Vamos lá: Em 1998 iniciamos o nosso ministério de artes, e mesmo desenvolvendo  o teatro dentro da paróquia, eu ainda fazia cursos e apresentações seculares e era bem complicado conciliar com o ministério. Deus já estava me lapidando para algo mais além do que simplesmente fazer teatro. Eu não  me sentia completa no teatro secular e buscava uma coisa diferente.

Foi numa apresentação de final de um curso de Teatro, Cinema e Televisão, que minha amiga Gen (que também era do Totus) veio me cumprimentar  e entregar um presente: um envelope amarelo com o regulamento do Cristoarte!

Minutos antes de receber esse envelope, o Diretor do espetáculo havia comentado sobre  a minha atuação, também me entregou um envelope e me informou que tinha uma proposta pra eu atuar no novo filme da produtora. Eu tinha em minhas mãos dois envelopes, duas escolhas.

E como cada ser humano deixa em sua vida marcas de suas escolhas. Abri mão da outra proposta e fiquei com o envelope AMARELO! Eu deixe a minha marca: CRISTOARTE.
Não foi fácil renunciar a uma proposta como aquela, mas foi irresistível o convite que Deus me fez naquele momento através do Cristoarte! Conhecer o  Cristoarte foi um grande  fator de decisão na minha vida, com certeza foi um instrumento de Deus para que eu me entregasse inteiramente à minha vocação: a arte!

Qual é a cara do Cristoarte?

Ivete. Ué?!? É a cara do Próprio Cristo na Arte!!! Sem dúvida é o reflexo da imagem e semelhança de Deus. Imagem porque através dos objetos da arte vemos a criação do Divino, de maneira concreta e palpável; semelhante no sentido de que vivemos dentro desse projeto mesmo diante das dificuldades, o amor de Deus entre nós.

Como foi a primeira vez que subiu no palco?

Ivete. A primeira vez que apresentei foi uma personagem que só passava na em cena de pijama e saia, coisa de 5 segundos e foi o suficiente para eu amar o teatro (risos!). E não foi em palco, era em chão de cimento  com um nervosismo enorme, da mesma maneira que pisei em outros palcos grandes e no palco do Cristoarte. Subir no palco é sempre como a primeira vez, mesmo apresentando a mesma peça, a mesma dança é sempre a sensação de euforia, alegria e missão. Hoje pra mim não é mais palco e sim terra fértil, ali se planta, ali se colhe.

E as dificuldades enfrentadas da arte cristã?

Ivete. As dificuldades são muitas. Internas: conciliar os integrantes de maneira harmoniosa e espiritualizada. Externas: como falta de apoio, patrocínio e preconceito.  Elas são necessárias para o crescimento e precisamos enfrentá-las sem desistir.

Mas quem faz arte religiosa deve lembrar: Se quiser seguir a mim, tome sua cruz e siga-me! Perseverança e oração  são palavras chaves para esses momentos.


A comédia é bem vista na arte religiosa?

Ivete. (risos!) Ainda não completamente, existem algumas barreiras com relação à comédia, mas estamos no caminho. Acredito muito nesse gênero teatral ele tem uma força evangelizadora incrível precisamos investir nisso, mas trabalhar a comédia com conteúdo.
Comédia sim! Futilidades "engraçadas" não!

Você se inspira em alguém em suas peças, em sua vida...?

Ivete. Sim. Maria. Ela tem um papel fundamental na minha vida assim como minha mãe terrena. Maria é sem dúvida minha fonte de inspiração, é por ela que consigo entender os mistérios de DEUS em minha história, e principalmente estar mais próxima de DEUS PAI E DE JESUS.

O que ainda falta no teatro cristão?

Ivete. Falta acreditar mais nessa força arrebatadora. Falta profissionalizar quem faz teatro. Falta o artista religioso fazer a diferença dentro da qualidade, é preciso fazer o melhor com formação e unção. E em alguns casos falta responsabilidade e disciplina!

Qual seu sonho na arte religiosa?

Ivete. Minha Mãe Santíssima! Vão me chamar de louca depois dessa, mas minha loucura tem fundamento.
Sonho com novela religiosa! Se as novelas fazem pecar e elas também podem SANTIFICAR; sonho com mais filmes religiosos, sonho com teatro religioso qualificado e com uma Associação de artistas religiosos e isso não sonho sozinha. Desculpa os meus exageros, é que não imponho limites aos meus sonhos, (risos) e ainda me empolgo quando Deus me pede para avançar para águas mais profundas!!!

O Cristoarte é ecumênico, como você vê isso?

Ivete. Simplesmente FANTÁSTICO! Gente amo isso... Sal da Terra, Semeart... ganhei irmãos maravilhosos... A nossa troca de experiência, o respeito,  a vivência e principalmente o amor, torna as nossas diferentes algo incrível onde concretizamos o que Jesus nos pede: "amai-vos uns aos outros". E tornamos um!

Deixe uma mensagem para as pessoas que trabalham com teatro religioso.

Ivete. "Fazei tudo o que Ele vos disser!"
Muitas vezes em nossa caminhada, em nossa arte, o vinho acaba, a inspiração não vem. Estamos com sede. Parece que a festa terminou.
É justamente nesse momento que necessitamos da Providência Divina. Acreditar que Jesus transforma a água em vinho! Temos que fazer o que Ele nos pede para o milagre acontecer, significa que precisamos levar até sua presença as nossas talhas, as talhas das inseguranças, dos problemas, medos e principalmente da nossa vaidade. E com certeza Ele nos dará vinho!

Força, coragem, oração e entrega é o que desejo a vocês!

Ivete Oliveira - São Paulo - SP ( ivetteoli@hotmail.com)

Por Mariana Pelozio

Confira aqui as entrevistas anteriores.

 
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